Estudo em 17 países relaciona atividade física a menor risco de mortalidade e doença cardiovascular

Maior frequência e intensidade da atividade física diminuem risco cardiovascular. Esse é o resultado de um estudo, publicado no The Lancet, e que analisou 130 mil pessoas em 17 países de diferentes níveis socioeconômicos. Atividade física torna-se abordagem de baixo custo para reduzir mortalidade.

A prática de atividade física, nos últimos anos, figura em diversos estudos como uma das maiores promotoras de saúde, na medida em que reduz o risco de doenças como diabetes do tipo 2, câncer, obesidade, problemas reumatológicos e ortopédicos, depressão, entre outros. Agora, um novo estudo, que analisou 130 mil pessoas em 17 países de diferentes níveis socioeconômicos, inclusive no Brasil, é enfático ao dizer que políticas de incentivo ao exercício físico devem ser adotadas mundialmente a fim de reduzir a mortalidade e riscos de doenças cardiovasculares. “O hábito de realizar atividade física regular está relacionado a melhor controle de peso, melhora do diabetes, controle de pressão arterial e níveis de colesterol, além de um condicionamento cardiopulmonar”, afirma a angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. “Essa pesquisa não avaliou o efeito da atividade física, porque já é sabido que pessoas que praticam exercícios têm menor risco cardiovascular. Na verdade, o estudo constatou que existe uma proporção na qual quanto maior for a frequência e a intensidade da atividade física, menor é o risco de desenvolver algum problema cardiovascular. Claro que ninguém vira atleta de um dia para o outro, mas mesmo uma caminhada pode, aos poucos, ser intensificada e isso gradativamente melhora sua posição na escala de risco cardiovascular”, completa.

No estudo, intitulado The effect of physical activity on mortality and cardiovascular disease in 130?000 people from 17 high-income, middle-income, and low-income countries: the PURE study, e publicado no renomado The Lancet, os pesquisadores constataram que a atividade física recreativa e não recreativa mais alta foi associada a um menor risco de mortalidade e eventos de doença cardiovascular em indivíduos de países de baixa renda, renda média e alta renda. As pessoas foram acompanhadas de 1 de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2010. O grande trunfo desse estudo, segundo a angiologista, foi avaliar pessoas de países de baixa renda até países mais desenvolvidos – e o resultado foi semelhante em todos eles. Para avaliar a relação entre frequência e intensidade da atividade física com risco cardiovascular, os pesquisadores separaram as pessoas em três grupos: as que fizeram exercícios mais leves e em menos de 150 minutos semanais; as que praticam atividades um pouco mais intensas e gastavam de 150 a 750 minutos semanais; e por fim, pessoas com treino mais pesado e que dedicavam mais de 750 minutos por semana para atividade física.

Enquanto os exercícios estão diretamente relacionados a um menor risco de problemas de saúde, a vida sedentária, por outro lado, está ligada a uma série de doenças e a um maior risco de mortalidade. “A Organização Mundial da Saúde compara que o sedentarismo é quase tão nocivo quanto o cigarro. O corpo humano não foi feito para ficar parado, pois a prática de exercícios físicos aumenta o fluxo da circulação do sangue e melhora o retorno venoso com a finalidade de levar oxigênio às células dos músculos e tecidos próximos. Assim como o sangue chega nos membros inferiores, ele precisa retornar ao coração para ser bombeado novamente”, explica a Dra Aline.

De acordo com a médica, tanto durante quanto após os exercícios físicos, o sangue flui melhor, o que deixa as artérias e vasos mais flexíveis e saudáveis. “Isso previne o risco de doenças cardiovasculares como o infarto”, afirma.

A médica ressalta que um paciente sedentário não vira atleta de um dia para o outro, mas é necessário iniciar nem que seja uma caminhada de 30 minutos três vezes por semana. “Na verdade, outro trabalho da The Lancet, do ano passado, citava que para cada oito horas sentado numa cadeira você precisava de uma hora de atividade física no mesmo dia para compensar os efeitos nocivos. Então o ideal é fazer exercício todos os dias, nem que seja uma caminhada, alguma coisa. Óbvio que tem gente que não tem essa disponibilidade, então é possível adaptar”, afirma.

Para essas pessoas, a médica sugere tentar, além da academia, fazer atividades mais simples, por exemplo, trocar o elevador pelas escadas ou caminhar até o trabalho. “Tentar movimentar mais o corpo além das suas atividades habituais, porque quanto mais você faz atividade com o seu corpo, mesmo que seja uma caminhada, isso já conta como hora de atividade física”, finaliza a médica.

FONTE: Cirurgiã vascular e angiologista, Dra. Aline Lamaita é formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. http://www.alinelamaita.com.br

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